Dentição definitiva: quando surgem os dentes permanentes

A dentição definitiva é uma fase essencial no desenvolvimento oral. À medida que os dentes de leite caem, os dentes permanentes nascem e acompanham a pessoa ao longo da vida. Por isso, compreender esse processo é fundamental, uma vez que ajuda pais e cuidadores a garantir uma transição saudável.

Dentição definitiva: a partir de que idade começa?

Geralmente, a dentição definitiva começa a surgir entre os 5 e os 7 anos de idade, embora o ritmo possa variar ligeiramente de criança para criança. Normalmente, o primeiro dente definitivo a nascer é o primeiro molar, que aparece atrás dos últimos molares de leite, sem que ocorra queda prévia de outro dente. Este detalhe é particularmente importante, pois muitos pais não percebem que já se trata de um dente permanente.

A seguir, os incisivos centrais e laterais (os dentes da frente) substituem os seus equivalentes de leite. Posteriormente, a sequência continua com os pré-molares e caninos e, por volta dos 12 a 13 anos, a maioria das crianças já possui a dentição definitiva completa, com exceção dos terceiros molares (dentes do siso), que podem surgir entre os 17 e os 25 anos ou, em alguns casos, nem chegar a nascer.

Dentição definitiva: cuidados essenciais durante esta fase

Durante esta transição, é essencial adoptar uma rotina rigorosa de higiene oral. Dado que os dentes permanentes não se substituem, torna-se ainda mais importante ensinar as crianças a escovar correctamente os dentes e a utilizar o fio dentário todos os dias.

Além disso, as visitas regulares ao dentista permitem identificar problemas precocemente, como o desalinhamento dos dentes, cáries ou alterações na erupção dentária. Em alguns casos, o dentista pode recomendar o uso de selantes ou flúor para proteger os dentes recém-erupcionados.

Dentição definitiva: e se os dentes não surgirem?

Se a dentição definitiva (ou seja, os dentes permanentes) não surgir no período esperado, é fundamental estar atento e procurar orientação profissional atempadamente. Nessas situações, alguns passos devem ser seguidos para compreender a causa e garantir o tratamento adequado.

Possíveis causas para a ausência de dentes permanentes

Alguns motivos comuns incluem:

CausaDescrição breve
Agenesia dentáriaAusência congénita de um ou mais dentes permanentes. É genético.
Dente inclusoO dente está presente, mas não consegue “nascer” por falta de espaço ou má posição.
Persistência do dente de leiteQuando o dente de leite não cai, pode bloquear o permanente.
Trauma na infânciaPancadas fortes podem afetar o desenvolvimento dos dentes permanentes.
Cistos ou tumores odontogénicosCondições que impedem a erupção dentária normal.

O que fazer? Procure um dentista (odontopediatra ou ortodontista).

Ele pode solicitar, inicialmente, a radiografia panorâmica, por ser um exame essencial; contudo, em casos mais complexos, pode ser necessária a tomografia, com o objetivo de entender se os dentes estão formados, se estão inclusos ou ausentes.

Tratamentos possíveis

  • Monitorização: se o dente está a demorar a nascer, mas está a formar-se normalmente.
  • Extração de dente de leite persistente.
  • Cirurgia para ajudar o dente incluso a erupcionar.
  • Aparelho ortodontico: para abrir espaço,se necessário.
  • Implantes ou próteses: em caso de ausência definitiva.

Se os dentes permanentes não aparecerem, então não espere indefinidamente. Nessa situação, o mais indicado é levar a criança (ou ir você, se for o caso) ao dentista para um diagnóstico através de uma radiografia. Afinal, a ausência de dentes permanentes pode, muitas vezes, ter solução com o tratamento adequado.

Dentição definitiva

A dentição definitiva (também chamada de dentição permanente) é composta por 32 dentes em adultos, distribuídos assim:

Quantidade por tipo:

  • 8 incisivos (4 superiores e 4 inferiores)
  • 4 caninos (2 superiores e 2 inferiores)
  • 8 pré-molares (4 superiores e 4 inferiores)
  • 12 molares, sendo que os últimos 4 são os terceiros molares ou dentes do siso (1 em cada canto da boca)

Porém, vale a pena lembrar que nem todas as pessoas têm os 4 sisos erupcionados e, em alguns casos, eles nem chegam a se formar.

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Centro Clinico S. Cristóvão