Chupeta: amiga ou inimiga do sorriso do seu filho?

Descubra se a chupeta é amiga ou inimiga do sorriso do seu filho! Explore os prós e contras e faça a melhor escolha para a sua saúde dentária

O uso da chupeta é um hábito comum nos primeiros anos de vida da criança. Embora possa proporcionar conforto e ajudar na regulação emocional, o uso prolongado pode ter consequências negativas no desenvolvimento da boca e dos dentes. Um dos principais riscos associados é o desenvolvimento de oclusão dentária.

Uso da chupeta e a má oclusão

A má oclusão refere-se ao desalinhamento entre os dentes superiores e inferiores. Quando a chupeta é usada de forma excessiva, especialmente após os dois ou três anos de idade, pode interferir na posição correta da arcada dentária. Como resultado, é comum observar alterações como a mordida aberta anterior, em que os dentes da frente não se tocam ao fechar a boca, ou a mordida cruzada posterior, que afeta o alinhamento lateral dos dentes.

O uso prolongado da chupeta pode influenciar o desenvolvimento ósseo da face e a posição da língua, interferindo também na fala e na respiração. Por essa razão, os especialistas recomendam limitar o uso da chupeta a períodos específicos, como na hora de dormir, e iniciar a sua retirada gradual por volta dos 12 aos 24 meses.

Importa salientar que nem todas as crianças que usam chupeta desenvolvem má oclusão. No entanto, quanto mais tempo o hábito se mantém, maior é o risco. Assim, os pais devem estar atentos e procurar o acompanhamento de um médico dentista ou ortodontista, que poderá avaliar o desenvolvimento oral da criança e orientar sobre a melhor forma de intervir, caso necessário.

Sinais Precoces de Má Oclusão: esteja atento desde cedo

Identificar sinais precoces de má oclusão é essencial para garantir um desenvolvimento oral saudável. Desde logo, os dentes desalinhados são um dos primeiros indícios de que algo pode não estar bem. Além disso, a criança pode apresentar dificuldade em mastigar, o que interfere não só na alimentação, mas também na digestão.

Outro sinal a não ignorar é a respiração oral constante. Esta forma de respirar, muitas vezes associada a alterações na estrutura facial, pode indicar um problema no encaixe dos maxilares. Da mesma forma, se notar que a criança tem dificuldade em pronunciar certos sons, é importante considerar uma avaliação ortodôntica, pois a posição dos dentes pode estar a interferir na fala.

Por fim, preste atenção aos dentes que não encaixam corretamente ao fechar a boca. Esta alteração pode passar despercebida, mas, com o tempo, pode comprometer a função mastigatória, a estética e até causar dor na articulação temporomandibular.

Os tipos mais comuns de má oclusão dentária

A má oclusão dentária refere-se ao desalinhamento dos dentes ou à forma incorreta como os maxilares se relacionam ao fechar a boca. Além disso, este problema é relativamente comum e pode afetar não só a estética do sorriso, mas também a mastigação, a fala e a saúde oral em geral.

Nesse sentido, existem vários tipos de má oclusão, sendo importante conhecê-los para identificar sinais precoces e procurar tratamento adequado. Deixamos aqui alguns exemplos:

1. Mordida aberta
Neste tipo de má oclusão, os dentes superiores e inferiores não se tocam quando a boca está fechada. Pode surgir devido a hábitos como o uso prolongado da chupeta ou o hábito de chupar o dedo, e pode interferir na fala e na função mastigatória.

2. Mordida cruzada
A mordida cruzada ocorre quando os dentes superiores fecham por dentro dos dentes inferiores, o que não é o alinhamento correto. Além disso, esta condição pode afetar um ou ambos os lados da boca e, se não tratada, pode levar a assimetrias faciais e desgaste dentário

3. Sobremordida (ou sobremordida profunda)
Neste caso, os dentes superiores cobrem de forma exagerada os dentes inferiores. Além de causar desconforto, pode desgastar os dentes inferiores e provocar dor na articulação temporomandibular (ATM).

4. Prognatismo (ou mordida em classe III)
Caracteriza-se por uma projeção dos dentes inferiores à frente dos superiores, conferindo um aspeto de “mandíbula saliente”. Este tipo de má oclusão pode ter origem genética e exige, muitas vezes, intervenção ortodôntica precoce.

5. Apinhamento dentário
Quando não há espaço suficiente para os dentes se alinharem corretamente, ocorre o apinhamento. É um dos motivos mais frequentes na procura para tratamento ortodôntico.

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SAÚDE ORAL INFANTIL: O PAPEL DA ODONTOPEDIATRIA

A Odontopediatria é a área da medicina dentária que promove a saúde oral em bebés, crianças, adolescentes e pacientes com necessidades especiais.

A Odontopediatria é a área da Medicina Dentária que estuda e promove a saúde oral infantil. O seu principal objetivo é manter e tratar a dentição, contribuindo para a saúde oral da criança até a idade adulta.

O PRIMEIRO CONTATO COM O ODONTOPEDIATRA

Os primeiros dentes do seu filho são muito importantes. Para os mais novos, a primeira consulta de odontopediatria oferece uma vertente preventiva e terapêutica, sendo uma experiência deslumbrante para as crianças.

Habitualmente, os pais devem agendar essa consulta de odontopediatria quando os primeiros dentes temporários, também conhecidos como “dentes de leite”, erupcionam.

No entanto, os pais também podem levar a criança à consulta, no máximo, até que ela atinja o primeiro ano de vida, para definir um programa preventivo de saúde oral e identificar hábitos inadequados.

O que pode esperar na sua primeira consulta de odontopediatria com o médico dentista?

Uma avaliação do estado da sua saúde oral, o controlo da erupção dentária e existindo indicação para tal, a realização de tratamentos de prevenção.

Todavia, outros temas podem ser abordados, como por exemplo, relativamente aos hábitos alimentares do seu filho e o que podem, os pais, fazer para ajudar a preservar os dentes e gengiva dos mais pequenos.

Aliás, esta consulta é também relevante na preparação dos pais e crianças para bons hábitos de escovagem e de nutrição, garantindo a evolução correta das funções fonéticas da fala e da mastigaçãomantendo assim, uma dentição saudável.

CUIDADOS DE SAÚDE ORAL INFANTIL

Na consulta de odontopediatria, estes são alguns dos tratamentos que podem ser realizados:

• Aplicações tópicas de flúor

Este tipo de tratamento remineraliza o esmalte bloqueando o desenvolvimento de cáries iniciais e tornando os dentes mais resistentes;

• Selantes de fissura

Os selantes ajudam na prevenção da cárie dentária. Estes são compostos por resina que torna a superfície do dente lisa e sem locais onde as bactérias habitualmente começam o desenvolvimento das cárie.

  • Controlo da placa bacteriana e do tártaro 

CUIDADOS DE SAÚDE ORAL INFANTIL

Após o nascimento do primeiro dente, que por norma, ocorre entre os 6 e os 8 meses de idade, deve ter inicio um programa diário adequado de higiene oral para prevenção de cárie e doença periodontal sob orientação do médico dentista.

A prevenção é mais eficaz que o tratamento no combate à cárie dentária.

Devemos assegurar a prevenção que significará evitar tratamentos invasivos, mais traumatizantes para a criança e para os pais.

PREVENIR CÁRIES PRECOCES DE INFÂNCIA

Existem diversas medidas de extrema importância na prevenção de lesões de cárie na infância.

A promoção da amamentação materna pelo menos até aos 4-6 meses de idade.

A colocação apenas, de leite ou água no biberão e oferecer à criança , especialmente, durante o dia e nunca quando esteja a dormir.

Logo que os primeiros dentes erupcionem, deve promover a sua higiene com uma gaze, dedeira ou escova macia, idealmente depois das refeições.

Não deve colocar líquidos açucarados (exemplo: açucar ou mel) no biberão nem na chupeta.

A cárie precoce na infância é definida com a existência de sinais de cárie dentária, dentes tratados ou ausentes por cárie antes dos 6 anos.

DOS DENTES DE LEITE AOS DENTES PERMANENTES

O crescimento dos dentes do bebé dá-se por fases, normalmente mais ativas e dolorosas durante a noite, provocando inquietação, irritabilidade, dificuldades em adormecer, sono agitado e choro.

O dente do seu filho parece que está prestes a nascer? Os dentes de leite erupcionam , geralmente, entre os 6 e os 12 meses de idade, podendo ser considerada uma variação de mais ou menos 6 meses do normal.

O seu bebé  já tem um ano de idade e ainda não nasceu nenhum dente? Fique descansado, pois não existe qualquer problema relacionado à não erupção dos dentes até ao primeiro ano de vida. No entanto, pode sempre consultar o seu odontopediatra para ajudar a esclarecer todas as questões.

A boca tem no total vinte dentes de leite, também designados de dentes decíduos, ou seja, dez no maxilar e outros dez na mandíbula.Ainda que os dentes decíduos venham a  cair um dia, não deixa de ser importante desenvolver o hábito de higiene oral desde pequeninos.

A erupção dos dentes permanentes ou definitivos começa, por norma, por volta dos 6 anos de idade com a erupção dos primeiros molares definitivos.

A maioria das pessoas adultas tem um total de dentes permanentes  composto por 32 dentes, ou seja,  6 a mais em cada arcada.

QUAL A SEQUÊNCIA NORMAL NA ERUPÇÃO DOS DENTES?

O nascimento dos dentes na boca de uma criança segue um encadeamento natural. Em outras palavras, os primeiros dentes de leite a erupcionar são os incisivos centrais inferiores, geralmente por volta dos 6 meses de idade. Logo após, surgem os incisivos centrais superiores, seguidos pelos laterais superiores e inferiores, que costumam aparecer próximo ao 12º mês.

Posteriormente, perto dos 18 meses, erupcionam os primeiros molares de leite, dando continuidade ao desenvolvimento da dentição infantil.

Aos 3 anos, em média, a erupção dos dentes de leite fica finalizada, agora com os caninos e segundos molares, totalizando os 20 dentes que formam a dentição de leite ou decídua, no entanto, atingindo a dentição definitiva iremos encontrar 4 incisivos, 4 pré-molares, 2 caninos e 6 molares, por cada maxilar, tendo um total de 32 dentes.

A IMPORTÂNCIA DE CUIDAR DOS DENTES DE LEITE

Deve cuidar sempre dos dentes de leite, pois o tratamento adequado dos dentes de leite ou temporários facilitam um  crescimento físico e social normal. Sendo muito relevantes no crescimento correto do maxilar, da mastigação, da dicção e da dentição permanente.

É importante lembrar que podem surgir problemas de falta de espaço para a erupção dos dentes definitivos, devido á perda precoce dos dentes de leite, portanto, não se esqueça que é muito relevante cuidar dos dentes de leite.

A CHUPETA É ACONSELHÁVEL?

A chupeta pode, de fato, sossegar seu bebê, transmitindo uma sensação de segurança e bem-estar, especialmente quando ele está separado da família ou em ambientes estranhos, agindo como um relaxante para a criança.

Além disso, conforme a American Dental Academy (ADA) menciona, o hábito de chupar o dedo geralmente começa antes do nascimento do bebê, ou seja, durante a gravidez. Trata-se de uma forma inata do reflexo de sucção, essencial para que o recém-nascido consiga se alimentar.

Durante o crescimento, é comum que as crianças, por fim, abandonem naturalmente o hábito de chupar o dedo ou usar a chupeta.

Entretanto, se esse hábito, por outro lado, continuar de forma insistente até a idade da erupção da dentição definitiva, ele poderá, então, ter efeitos negativos no crescimento adequado das estruturas oro-faciais. Isso pode afetar o desenvolvimento da boca e do palato (céu da boca), além de condicionar o posicionamento dos dentes.

Contudo, se o hábito da chupeta for retirado até os 3 anos de idade, as transformações que possam ocorrer na cavidade oral são, normalmente, passíveis de autocorreção.

CONSULTA DE ODONTOPEDIATRIA

Agende já a sua consulta de Odontopediatria (ou dentista infantil) no Centro Clínico São Cristóvão. Ligue 915 307 915.

Somos a sua clínica na Amadora! Aguardamos a sua visita.

Centro Clinico S. Cristóvão