Quais são as fases de um tratamento de implantes dentários? Primeiro, o dentista realiza uma consulta de avaliação. Em seguida, ele analisa o caso, faz o diagnóstico e define um plano de tratamento personalizado. A seguir, vamos entender melhor como este processo funciona.
Falta de dentes pode mudar tudo
Quando você perde um ou mais dentes e não faz a substituição, pode passar por diversos problemas que afetam não apenas a estética do sorriso, mas também a mastigação e a fala.
Além disso, na ausência do dente, os dentes adjacentes tendem a se mover, inclinando-se para o espaço vazio. Ao mesmo tempo, os dentes da arcada oposta, por não encontrarem contato, começam a deslocar-se para fora do osso. Um processo conhecido como extrusão.
Como resultado, esse movimento altera o nível oclusal, gera contatos prematuros e, consequentemente, interfere na mordida. Por fim, esse desequilíbrio acaba sobrecarregando as articulações da mandíbula, podendo causar desconforto e disfunções.
À medida que a zona desdentada começa a perder osso significativamente por não receber estímulo dentário, a área torna-se mais frágil. Consequentemente, isso afeta a distribuição da pressão sobre os dentes durante a mastigação, o que pode, por sua vez, impactar negativamente os músculos e a articulação mandibular. Portanto, algumas soluções incluem próteses dentárias ou implantes dentários. Afinal, qual é a melhor opção para o seu caso?
Durante a anamnese, diga tudo ao seu dentista, isso é fundamental!
A anamnese é uma etapa essencial da consulta de implantologia. Nesse momento, o dentista faz perguntas sobre sua saúde geral, histórico médico, hábitos diários e medicações em uso. É muito importante que você seja totalmente transparente e informe tudo, mesmo que algum detalhe pareça irrelevante.
Lembre-se: a sua segurança e o resultado final do tratamento começam com uma conversa honesta. Portanto, durante a anamnese, não esconda nada. O que você compartilha pode fazer toda a diferença.
Fases de colocação dos implantes dentários
Em termos gerais, inclui quatro fases: a fase de planificação, a fase cirúrgica, a fase restauradora e a fase de manutenção. De seguida explicamos cada fase.
Fase I – A planificação
A fase de planificação poderá ser mais ou menos complexa dependendo do quadro clínico inicial. No entanto, e em termos gerais nesta fase realiza-se o estudo do seu caso com recurso a um exame clínico e radiográfico, elementos necessários para determinar o plano de tratamento e assim evitar eventuais complicações. Dependendo da sua situação poderá ter de existir a realização de outros tratamentos dentários para conseguir alcançar um grau satisfatório da sua saúde oral prévia ao tratamento com implantes.
Fase II – A fase cirúrgica
A fase cirúrgica consiste na colocação do implante no osso. Trata-se de um procedimento normalmente indolor efetuado com anestesia local. A duração da intervenção varia consoante a complexidade da intervenção (número e localização dos implantes, volume de osso disponível…). No entanto, pode acontecer que haja a necessidade de realizar outras cirurgias dependendo do seu caso clínico. Por exemplo, um quadro clínico onde existe uma limitação em termos de quantidade de osso, o que obriga a procedimentos cirúrgicos prévios para o conseguir.
E quando o paciente tem pouco osso na zona desdentada?
Nos dias de hoje existem no mercado novos sistemas de implantes com múltiplos tamanhos, o que permitem ao médico dentista um maior leque de escolha em função da altura versus a largura do osso disponível. Além disto, existe também a possibilidade de recorrer aos enxertos ósseos autólogos, com osso do próprio doente.
Fase III – A fase restauradora ou protética, a última fase dos implantes dentários
A colocação do implante é um processo cirúrgico relativamente simples, mas que exige uma planificação cuidada. Uma vez colocados os implantes, começa a fase de cicatrização. O osso irá reconstituir-se à volta do implante de forma indolor. Esta fase, denominada “osteointegração”, é necessária para suportar a colocação de novos dentes e assegurar uma estabilidade perfeita. Durante este período, pode eventualmente ser colocada uma prótese provisória por razões estéticas. Nesta fase é onde se vai colocar a coroa ou prótese sobre os implantes. Existe um conjunto de procedimentos que pode implicar várias consultas, até se alcançar a reabilitação definitiva desejada.
Esta fase pode ser realizada no mesmo dia da cirurgia ou até 6 meses após a mesma, dependendo do caso clínico, e quando os implantes já se encontram osteointegrados. A osteointegração, em média, acontece seis meses depois no maxilar superior e quatro meses depois no caso da mandíbula.
Fase IV – A manutenção
Uma vez terminada a fase restauradora, o tratamento não está ainda terminado. A fase de manutenção é possivelmente a mais importante de todo o tratamento pois é aquela que permite que tudo o que até aqui foi realizado se mantenha saudável ao longo da vida. Na verdade, é a partir daqui e dos cuidados de higiene oral realizados pelo paciente e pelo Médico Dentista que vai depender a duração e qualidade do tratamento realizado. Uma manutenção insuficiente pode conduzir a gengivites (inflamação da gengiva) ou a peri-implantites, ou seja, a inflamação dos tecidos à volta do implante.
Fases dos implantes dentários – Dúvidas?
Agora que já tem uma ideia sobre as fases dos implantes dentários, agendamos consulta para que possa esclarecer as suas dúvidas diretamente com o implantologista?
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